sábado, 4 de fevereiro de 2012

SÃO PAULO: MERCADO DE SACOLINHAS TERÃO DE FAZER ALTERNATIVAS

Mercados fazem acordo e terão de oferecer alternativas às sacolinhas

Termo foi firmado com o Ministério Público nesta sexta-feira (3) em SP.
Caixas de papelão e sacolas biodegradáveis são opções.

Do G1 SP
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Nove dias após o fim das sacolas descartáveis nos supermercados de São Paulo, os donos dos estabelecimentos firmaram um acordo com o Ministério Público nesta sexta-feira (3) no qual se comprometem a oferecer grauitamente alternativas para os consumidores transportarem suas compras por um período de dois meses. Isso poderá ocorrer de diferentes formas, como por meio de caixas de papelão, sacola de pano ou até sacolas biodegradáveis
De acordo com o Ministério Público, o Termo de Ajustamento de Conduta assinado com a Associação Paulista de Supermercados (Apas) tornou clara a posição já defendida pelo Procon, de que o consumidor deve ter alternativas à sacolinha descartável. O promotor do Meio Ambiente José Eduardo Ismael Lutti afirmou que a mudança na rotina do consumidor foi significativa, e que é necessário esse período de adaptação. A multa em caso de descumprimento é de R$ 25 mil por dia.
O acordo determinou ainda que, por seis meses, os mercados terão de oferecer uma opção de sacola biodegradável pelo preço de até R$ 0,59. "Pode haver opções coloridas, mais caras, mas deve oferecer também essa opção mais acessível ao consumidor", afirmou Lutti.
Outro item do acordo diz respeito ao Dia do Consumidor - 15 de março. Nesta data, os mercados terão de distribuir sacolas reutilizáveis para quem adquirir pelo menos cinco itens. E pelo prazo de seis meses a partir de 15 de março, terão de trocá-las caso apresente algum defeito.
CampanhaO projeto Vamos Tirar o Planeta do Sufoco, da Apas, acontece desde 25 de janeiro em todo o estado de São Paulo e visa substituir as sacolas descartáveis por outras reutilizáveis. Segundo a associação, 100% dos supermercados associados já aderiram à campanha.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

BIOGÁS/ UM DINHEIRO QUE PODE VIR DOS GRINGOS PARA O PROPRIETÁRIO RURAL.

Embrapa Suínos e Aves ajuda a formatar centro de referência em biogás

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012, 10:54:21Pesquisa e Desenvolvimento
A Embrapa, empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foi uma das dez instituições de pesquisa do Brasil e do exterior que se reuniram durante a semana passada no Parque Tecnológico de Itaipu (PTI) em Foz do Iguaçu/PR, para formatar o Centro Internacional de Energias Renováveis – com ênfase em Biogás (CIER-Biogás). O centro será lançado durante a cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontece em junho no Rio de Janeiro.
Durante os dois dias de atividades, a Embrapa esteve representada pelo diretor-executivo de Transferência de Tecnologia da empresa, Waldyr Stumpf Junior, pelo chefe geral substituto da Embrapa Suínos e Aves, Gerson Scheuermann, e pelo chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroenergia de Brasília, José Manuel Cabral. O encontro foi aberto pelo diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek.
Coordenado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi), o futuro centro será o primeiro nestes moldes na América Latina e o único do mundo com ênfase em biogás. A Onudi, representada na reunião pelo diretor técnico Dmitri Piskounov, já tem centros com ênfase em outras fontes de energia renováveis.
“A Embrapa tem interesse nesse projeto e em continuar participando dessas parcerias”, disse Gerson Scheuermann, lembrando que a Embrapa Suínos e Aves também participa dos trabalhos do Labiogás, Laboratório de Biogás do Centro de Estudos do Biogás do PTI.
Os participantes do encontro ainda conheceram o Condomínio Ajuricaba, onde 33 famílias do interior de Marechal Cândido Rondon/PR tem as propriedades ligadas por um gasoduto de 25,5 km de extensão até uma microcentral termelétrica onde o biogás gerado é transformado em energia elétrica e térmica, usada em um secador de grãos.
A assinatura da carta de intenções entre as instituições parceiras para a formação do CIER-Biogás está agendada para o dia 20 de fevereiro.
Fonte:  Embrapa Suínos e Aves

AGRICULTURA DE BAIXO CARBONO GERAR RENDA?


Mercado de carbono pode aumentar a renda do produtor, diz CNA

Quarta-feira, 01 de Fevereiro de 2012, 07:48:50EconomiaMeio Ambiente
O presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Assuero Doca Veronez, afirmou hoje, em Brasília, que o fortalecimento do mercado de carbono poderá aumentar a renda dos produtores rurais, condição fundamental para a manutenção da atividade agropecuária. Na abertura do seminário de Capacitação do Guia de Financiamento da Agricultura de Baixo Carbono, debate que é parte de um projeto desenvolvido pela CNA em parceria com a Embaixada Britânica, Veronez defendeu, ainda, o pagamento por serviços ambientais, assunto que, segundo ele, pouco avançou nas discussões do novo Código Florestal que será votado novamente na Câmara dos Deputados este ano.
   
O principal objetivo do seminário, que será realizado também em Minas Gerais , Bahia e no Rio Grande do Sul, é difundir as linhas oficiais do Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), do Governo federal. Pesquisas prévias realizadas conjuntamente pela CNA e pela Embaixada Britânica mostram que, apesar das condições diferenciadas do programa em termos de taxa de juros e de prazos de pagamento e carência, poucos produtores buscam as linhas de crédito devido à falta de informações sobre essas linhas. "A CNA quer preparar os produtores para que eles adotem práticas mais sustentáveis, com menos emissão de Gases de Efeito Estufa (GEEs), fazendo dessas práticas uma
oportunidade", afirmou.
   
Para o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, a adoção de práticas que permitam o aumento da produtividade com menor emissão de GEEs será possível com o novo Código Florestal, garantindo a regularização ambiental. Mesmo antes da votação final desse projeto, os produtores rurais têm contribuindo para a redução das emissões. Veronez lembrou que o desmatamento, apontado por especialistas como o grande responsável pela emissão de gases, atingiu a menor taxa anual em 23 anos, de acordo com dados do mInstituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Essa queda contribui para que a meta assumida pelo Brasil na Conferência das Partes (COP) 15, de Copenhagen, na Dinamarca, de redução do desmatamento em 80%, até 2020, seja cumprida muito antes do previsto. "Esse esforço não tem sido reconhecido, mas temos que caminhar para nos adaptarmos aos novos tempos", afirmou.
   
No seminário, o diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, Clenio Severio Teribele, destacou o envolvimento da instituição com ações de sustentabilidade, afirmando que o Programa ABC será uma oportunidade para que o setor agropecuário mostrar seu compromisso com a preservação ambiental. Segundo ele, o banco liberou até agora, para o Programa ABC, R$ 250 milhões para 880 projetos. O representante do Ministério do Meio Ambiente, Luiz Antônio de Carvalho , iniciativas como o Programa ABC podem fazer com que o produtor rural faça um planejamento da sua atividade para os próximos anos, além de ajudar o Brasil a ser um importante seqüestrador de carbono em nível mundial nos próximos anos.
  
Já a conselheira da Embaixada Britânica, Stephanie Al Qaq, enfatizou o papel do setor agropecuário brasileiro para superar o desafio da redução de emissão dos GEEs, não apenas para cumprir metas internacionais, mas também para garantir segurança alimentar. "O produtor rural brasileiro terá papel preponderante para assegurar o crescimento sustentável", frisou. Ela informou que hoje há um fundo internacional do clima para financiar ações que tenham por objetivo a sustentabilidade. Neste fundo, destacou, há disponíveis 2,9 bilhões de libras esterlinas. Ela disse também que, para o Brasil, já foram liberadas 10 milhões de libras para projetos que visam à redução de emissão de GEEs, entre outras finalidades. Falou, ainda, das metas de redução de emissão do Reino Unido, de 34% para 2020, e de 80% até 2050. 
Fonte:  CNA

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

OS SETES DESFIOS DO AGRIBUSINESS - NO PROXIMOS 10 ANOS.

Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012, 08:02:11Economia
Com muito mais sensores sendo inventados e usados no mundo, passamos a auscultar, medir e saber coisas que ignorávamos. Mais rastreabilidade, mais análise sensorial, lá vamos no agribusiness com um dos desafios dentre os 7, de significativa importância e predominância: O REINO DE AVATAR. Uma geração de clientes e de consumidores cada vez mais sensíveis e sensibilizados pelas informações da sustentabilidade em todos os níveis. A Coca Cola manda analisar os lotes de suco de laranja que recebe para processar seus refrigerantes e detecta resíduos de Carbendazin, por exemplo. Esse defensivo é usado para o controle da pinta preta na laranja. Ela fica não estética, porém o aspecto da saudabilidade passa a contar. E se tem algo que a Coca Cola, e todos os processadores e redes de varejo do mundo, não querem, é ter problemas com reclamações e riscos de saúde dos seus clientes. Portanto, estabelece-se a discussão, e os técnicos vão debater, se 30 partes por bilhão na laranja, é nocivo ou não, e por que o Japão aceita 3 mil, e a Europa 200 partes por bilhão, e o que vão fazer com os Estados Unidos que tem na sua regra zero, ou 10, o que é praticamente zero? Um desafio crescente é exatamente esse dos sensores e da ampliação da sensibilidade e de baixíssimos limiares à questão da saúde humana e do planeta.
O segundo desafio é sobre as terras agricultáveis. O mundo precisará dobrar sua oferta de alimentos e de energia renovável. Os dados da FAO dizem que 70% desse aumento virá da tecnologia, 10% da intensidade de ciclos agrícolas na mesma área e os restantes 20%, esses sim - advindos de novas áreas agrícolas. Quer dizer, terra passou a valer ouro. A expansão de novas fronteiras ficou limitada e a relação de posse das terras agricultáveis muda de figura, sendo um dos ativos que mais valorizaram no mundo nos últimos 5 anos. O Brasil ao lado do Sudão, na África, são as duas reservas maiores do planeta, neste quesito. O terceiro desafio é o da população: gente. Crescemos à proporção de 4 novos nascimentos por segundo. Seremos 9 bilhões, já somos 7 bilhões. E este novo habitante está completamente conectado e inter-ligado. A internet amplia a ética situacional do passado, e além das conexões via celulares, computadores, televisores, ela vem ai agora na nova Internet das coisas. Quer dizer, no chuveiro, no micro ondas, no fogão, no carro etc. O quarto desafio é não só a produção alimentar, que deve dobrar, mas a qualidade da mesma. Matérias primas produzidas a partir do campo passam a importar cada vez mais na análise percebida das marcas dos processadores e distribuidores de alimentos, fibras, energia, proteínas e demais derivados do agronegócio. Alimento e energia, sua produção, distribuição e percepção pelos mercados interconectados se transformam em um novo desafio para a gestão de toda a cadeia de valor, desde o antes, passando pelo dentro e pelo pós porteira das fazendas.
O 5º. Desafio a inovação, a adoção, a gestão da tecnologia e seu ciclo de vida. O problema não é mais contar com uma tecnologia avançada, a necessidade é que precisamos contar com mais do que uma. Essa diversidade tecnológica de ponta vai exigir de agricultores, da indústria química, mecânica, da genética, e dos processadores um nível de diálogo “online”. A área acadêmica, a escola e a pesquisa pública não resistirão à ausência de velocidade, bem como a governança do agronegócio será cada vez mais fundamentado nos conselhos setoriais. Na tecnologia, as reservas dos germoplasmas locais será fator de gestão de risco e de segurança ambiental, político e de interesse nacional. O 6º. Desafio é a questão: Quem será o produtor rural em 2022? Daqui a 10 anos, quem será, como serão, quantos existirão? Quais os segmentos, os nichos? Quais as competências desse novo quadro humano de produtores para os próximos 10 anos? O presente passou a ser o resultado do futuro. O que já temos agora, quais os sinais que já captamos neste instante que nos revelam a jornada e a janela do amanhã? Antever os movimentos é um desafio essencial para todos os agentes envolvidos no agribusiness, e que será fundamental para a construção de “brands” que resistam ao tempo. Produto é o que fazemos na indústria ou no campo, marca é aquilo que construímos na mente apaixonada dos seres humanos. E, se o produtor é esse universo a ser revisto, incluindo a imprevisibilidade cíclica do mundo, onde numa crise européia, por exemplo, começamos a assistir um êxodo ao contrário: urbanos abandonam as cidades e iniciam novos negócios no campo; as velhas “quintas” passam a ser vistas como fontes de qualidade de vida, e também, de empreendedorismo; se isso tudo configura uma das questões que mais intrigam os atuais executivos gestores dos agronegócio, entra aqui o 7º, desafio : Marketing. O velho e bom marketing: agronegócio sem marketing é só agro, sem negócio: que significa colocar a mente humana de todos os stakeholders no centro das mesas de decisões dos negócios, e do agronegócio. O quanto sabemos desse exército de novos clientes oriundos da base da pirâmide planetária? Desses atuais 7 bilhões, praticamente a metade é de novos entrantes. Se o macarrão, por exemplo, tem penetração e capilaridade em 100% das residências do Brasil, e somos o 3º maior mercado do mundo nas massas, é agora, com a ascensão da classe C, quase 100 milhões de consumidores ávidos pelas vontades consumistas, que começou a haver a penetração das novas massas recheadas. Do “spaghetti” ao caneloni é a jornada que já está em veloz penetração. E, da mesma forma nas carnes, leite, hortifrutis, fibras, cana, cacau, arroz... ou seringueiras .
Terra, pessoas, alimento e energia, o Reino de Avatar, tecnologia, o produtor do futuro, e o marketing. A síntese dos 7 desafios do agribusiness. Como será 2022? 10 anos à frente do nosso tempo?
O diálogo com a sociedade é fator “sine qua non” por parte de todos os agentes envolvidos no agronegócio, e construir empresas com uma nova inteligência pedagógica passa a ser vital. Na educação antiga éramos levados a primeiro pensar, depois fazer e se desse um dia na vida: sentir. A expressão lúdica, moderna, começa pela arte do fazer, ao fazer sentimos e ao sentir pensamos. Essa prudência é sagrada para não cairmos nos grandes erros das decisões de líderes bem intencionados, mas que caem no pecado das distrações. A velocidade mudou, é quase instantânea e todos esses 7 macro desafios do agribusiness precisam estar embalados pela altíssima velocidade de um novo hibrido: faz, sente e pensa.
Jose Luiz Tejon Megido, dirige o núcleo de agronegócio da ESPM. Diretor Vice Presidente de Comunicação do CCAS – Conselho Cientifico para a Agricultura Sustentável/ Comentarista da Rede EstadãoESPN
Fonte:  Alfapress

Os sete desafios do agribusiness - a jornada dos próximos 10 anos

POLEMICAS EM RELAÇÃO AO CÓDIGO FLORESTAL P/ MARÇO.

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012, 08:03:38Meio Ambiente
O texto do novo Código Florestal, que foi aprovado no começo de dezembro no Senado e agora caminha para aprovação na Câmara dos Deputados - com a votação prevista para março -, vem causando diversas polêmicas, principalmente entre os ambientalistas, que não poupam esforços em se manifestar contrários às determinações do projeto. De acordo com os "defensores" do meio ambiente, o novo Código apresenta propostas que poderão facilitar ou fazer concessões a novos desmatamentos, em plena época em que a importância da conservação das florestas e matas está sendo bastante difundida no mundo todo. A principal preocupação dos ambientalistas, segundo pesquisadores e acadêmicos do setor, está sobre a flexibilização do uso de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Reserva Legal (RL) por agricultores, além da anistia aos desmatamentos anteriores ao ano de 2008, em áreas com produções e ocupações já consolidas.
Para o novo Código Florestal, o governo vem tentando conciliar as questões de preservação com as agrícolas, como forma de atender as necessidades de ambos os setores, criando, assim, um desenvolvimento sustentável. Porém, para a secretária de Meio Ambiente de Sorocaba, Jussara de Lima Carvalho, essa discussão está pendendo mais favoravelmente para o setor produtivo. Ela acredita que novos debates sobre o tema deveriam ocorrer, para que essa conciliação não caminhasse mais para um lado ou outro, mas ainda acha difícil que isso ocorra. "Acredito que tenha que haver uma nova revisão, mas eu não estou vendo que essa conciliação vai sair de uma forma favorável ao setor ambientalista", relata.
Segundo o diretor de Gestão Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e membro do Conselho Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Vidal Mota Júnior, isso vem ocorrendo, pois muitos estão pensando que é preciso que aumentem as áreas voltadas à produção agrícola para garantir o desenvolvimento da economia nesse sentido, mas ele afirma que esse pensamento está equivocado. "Hoje a gente sabe que o aumento da produtividade agrícola se dá com o avanço da tecnologia no campo e não, necessariamente, com a expansão de novas áreas. Por isso, a gente sabe que podemos fomentar o desenvolvimento econômico sem aumentar a ocupação dessas áreas", explica.
O coordenador do curso de Gestão Ambiental da Universidade de Sorocaba (Uniso), Nobel Penteado de Freitas, pensa, sobre essa discussão, que o novo Código Florestal estaria indo na "contramão" do que está sendo difundido atualmente, com base nas questões ambientais. "É triste ver o Brasil correndo na contramão da história, quando hoje percebemos que as florestas naturais vão ser uma moeda fortíssima num futuro próximo, que a água em quantidade e qualidade pode ser o diferencial para o crescimento econômico."
Essas constatações dos profissionais da Sema estão especificadas no artigo 8 do projeto de lei nº 30, que institui o novo Código Florestal, e está disponível na íntegra na Internet, pelo link http://bit.ly/veG1RI. De acordo com a legislação, "a intervenção ou a supressão de vegetação nativa em Área de Preservação Permanente somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental". Ainda segundo o texto do projeto, são dispensadas as autorizações dos órgãos ambientais competentes para a execução de obras, em caráter de emergência, com o intuito de prevenção de acidentes em áreas urbanas.
Anistia - Apesar de toda essa controvérsia na conciliação entre os setores ambiental e rural, o problema que mais chama a atenção dos entrevistados pelo Cruzeiro do Sul é sobre a anistia aos desmatamentos ocorridos até o ano de 2008. Conforme o disposto na legislação, as supressões de vegetações nativas ocorridas até 22 de julho de 2008 não serão punidas, apenas não serão concedidas novas autorizações para os desmatamentos posteriores em APPs. O mesmo ocorre com as áreas consolidadas em locais de Reserva Legal, em que os proprietários de imóveis rurais com áreas de RL com extensão inferior ao disposto no Código Florestal poderão regularizar a sua situação. "Na medida em que há anistia para esse tipo de situação, aqueles que vêm cumprindo, com dificuldade, a legislação ficam em um processo de injustiça total. Eu acho que a anistia deveria ser melhor estudada, nós sabemos que a pressão é muito grande, porque o setor produtivo rural se organizou para esta questão", ressalta Jussara.
Importância das APPs - A importância da manutenção da mata nativa existente nas Áreas de Preservação Permanente pode ser citado como algo que é defendido plenamente pelos ambientalistas. Por conta da flexibilização da utilização dessas áreas, prevista no novo Código Florestal, o tema foi colocado em debate em diversos sites que buscam fazer com que o projeto seja vetado pela presidente da República, Dilma Rousseff (PT). De acordo com o coordenador do curso de Gestão Ambiental da Uniso, as APPs são responsáveis por manter a biodiversidade dos rios, lagos, córregos e cursos d"água. "Estas matas tem a função de filtrar sedimentos e outros materiais que possam chegar aos cursos de água e promover sua poluição e assoreamento. Elas também permitem o fluxo gênico entre as populações animal e vegetal, funcionando como verdadeiros corredores genéticos entre outras funções", explica Freitas.
Segundo ele, se as matas ciliares que existem nas APPs são retiradas, os impactos nas fauna e flora locais acarretam em diversos problemas, que podem comprometer a vida dos rios, lagos e afins. "Ocorre a interrupção do corredor genético, a mudança da temperatura do corpo d"água, a falta de alimentos para os animais aquáticos, a desestruturação das margens e consequentes desbarrancamentos, e o assoreamento dos rios e lagos", especifica, como forma de fazer um alerta para que não haja flexibilizações na ocupação dessas áreas.
Fonte:  Cruzeiro do Sul

Novo Código Florestal causa polêmica entre ambientalistas e produtores rurais

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

VAMOS PREOCUPAR UM POUCO/ SENÃO/ VAI FALTAR TEMPO.

Grupo mostra que mudança climática já causa problemas na Amazônia

Temperaturas mais altas e mudanças no regime de chuva ameaçam bioma.
Desmatamento e queimadas têm que diminuir, afirma pesquisador.

Eduardo Carvalho Do Globo Natureza, em São Paulo
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Uma compilação de estudos de cientistas brasileiros e do exterior aponta que a expansão agropecuária e as mudanças climáticas já causam distúrbios na bacia amazônica -- principalmente na borda da floresta, nos estados do Pará, Rondônia e Mato Grosso.
O grupo integra o Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), que há 15 anos pesquisa os efeitos climáticos e humanos na região.
De acordo com o estudo divulgado na revista “Nature” desta quarta-feira (18), a soma de eventos decorrentes da expansão agrícola, da atividade madeireira em excesso e da mudança climática global resultariam em uma “catástrofe ambiental” no bioma, com reflexos na temperatura e no sistema de chuva.
Desta forma, haveria mais períodos de seca intensa, que alterariam a distribuição das precipitações na região amazônica, cuja população saltou de 6 milhões, em 1960, para 22 milhões, em 2010. A consequência disto é a queda na produtividade agropecuária, elevação de casos de doenças respiratórias, enchentes, redução da oferta de água potável, além de prejuízo à navegação e à geração de energia por hidrelétricas.
Seca no Rio Negro, em 2010, um dos principais afluentes do Rio Amazonas (Foto: Euzivaldo Queiroz/A Crítica/Reuters)Seca no Rio Negro, em 2010, um dos principais afluentes do Rio Amazonas (Foto: Euzivaldo Queiroz/A Crítica/Reuters)
Análise
O documento científico analisou as secas que ocorreram na Amazônia em 2005 e 2010, consideradas graves, além de outros fenômenos climáticos como os efeitos do El Niño e alterações no sistema de chuvas já detectadas no bioma.
Percebeu-se uma elevação na quantidade de “pancadas” (precipitações rápidas, mas com grande volume de água) nas regiões leste e sudeste da Amazônia, que causam o aumento na vazão dos rios.
Os cursos d’água, por sua vez, ao receber grande quantidade de chuva podem transbordar devido aos sedimentos em excesso, vindos de processos erosivos causados pelo desmatamento da floresta. Tais consequências causariam danos às cidades como inundações.
“Em bacias como as do Rio Tocantins e Araguaia, constatamos um volume maior de sedimentos, que vêm de áreas desmatadas devido às atividades agropecuárias. Essa concentração maior de precipitação pode afetar as cidades ao redor”, disse o pesquisador Alessandro Carioca de Araújo, um dos autores do artigo e que realiza pesquisas na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
Amazônia fluxograma (Foto:  )
Outro ponto analisado pelo estudo é a mudança no processo de evapotranspiração (transpiração de plantas) devido à elevação de temperaturas, consequência da mudança climática.
O trabalho afirma que a floresta consegue se adaptar aos períodos de seca, principalmente árvores com raízes profundas, que absorvem a água existente a 15 km de profundidade, em lençóis freáticos.
“Porém, com a possibilidade de ocorrer secas cada vez mais intensas em espaço curto de tempo, árvores mais velhas podem morrer. Desta forma, a floresta mudaria de perfil, com uma existência maior de plantas que conseguem sobreviver a altas temperaturas (seleção natural), assim como aquelas que já existem no cerrado brasileiro”, complementou. O processo, já abordado em outras pesquisas, é chamado de “Savanização da Amazônia”.
Segundo Araújo, as pesquisas que integram o LBA foram importantes para compreender as melhores formas de planejamento e governança na floresta, evitando erros cometidos no passado, como o desmatamento em excesso.
“Quanto à mudança climática, não temos como combatê-la, mas sim adaptar a ela. Porém, é possível evitar o desmatamento na região, que diminuiria o envio de sedimentos aos rios, com a aplicação de tecnologias avançadas”, disse.
Ele cita que é necessário parar com as queimadas na floresta, que afeta a formação de nuvens de chuva devido às emissões de aerossóis e fuligem, em virtude das atividades agropecuárias. “Temos que substituir a prática da queimada, que sabemos que é mais barato. Porém, ela terá um custo muito alto para o meio ambiente”, complementa.

REUNIÃO VAI SER NO SEBRAE / ITAPERUNA RJ


Acontecerá na próxima segunda-feira, dia 23, a partir das 14 horas, no SEBRAE-RJ, na Av. Cardoso Moreira em Itaperuna, Reunião do Diretor do NEA,  Iel Jordão com os Prefeitos, Secretários de Meio Ambiente e Secretários de Obras dos Municípios  atingidos pelas enchentes no Noroeste Fluminense.
Estarão participando representantes de Aperibé, Cambuci, Itaperuna, Itaocara, Italva, Cardoso Moreira, Santo Antonio de Pádua, Laje do Muriaé e São Fidelis.
 O objetivo da reunião é identificar as necessidades dos municípios para alocação imediata de máquinas e equipamentos para ajudar na recuperação e limpeza das áreas atingidas pelas enchentes.
RÁDIO ITAPERUNA AM 1410
Com Assecom.