sexta-feira, 16 de março de 2012

OS POBRES PODEM SALVAR O MUNDO / OS HUMILDES HERDARÃO A TERRA.

Os pobres podem salvar o mundo?

Sexta-feira, 16 de Março de 2012, 09:39:14Economia
Os acontecimentos até agora em 2012 confirmaram uma nova assimetria mundial. Espremidos entre uma insegurança financeira sem precedentes e perspectivas econômicas nebulosas, os países ricos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e suas classes médias temem sofrer enfraquecimento geopolítico e mobilidade social descendente. Em grande parte da Ásia, África e América Latina, no entanto, reina otimismo.
Entre os países desenvolvidos, essa mudança inesperada incitou medidas protecionistas, exemplificadas na defesa pela França de uma "desglobalização". Enquanto isso, entre os países emergentes, o orgulho por vezes manifestou-se como arrogância, que após décadas de prepotência do Ocidente, também chega com um quê de "schadenfreude", o prazer pelo sofrimento alheio. As economias emergentes, em desenvolvimento e desenvolvidas, no entanto, estão ligadas tão intimamente no mundo atual que, ou conseguem sair remando da crise juntas, ou entrarão em uma zona de perigo como não se vê desde a década de 30.
Depois da Segunda Guerra Mundial, emergiu uma nova economia global, na qual um número cada vez maior de países em desenvolvimento adotou modelos de crescimento impulsionados pelas exportações, proporcionando matérias-primas e bens de uso doméstico aos países industrializados. Essa nova economia foi um sucesso inegável: mais pessoas deixaram a pobreza no século XX do que nos dois milênios anteriores. E enriqueceu os países da OCDE, uma vez que a importação de bens e serviços baratos fortaleceu seu poder de compra.
O modelo, contudo, também enfraqueceu as estruturas sociais dos países ricos. Ampliou desigualdades e excluiu uma proporção cada vez maior de suas populações do mercado de trabalho. Além disso, é responsável pelos desequilíbrios financeiros que nos afligem atualmente: para conter os efeitos do aumento da desigualdade e menor crescimento, os países da OCDE impulsionaram o consumo caindo em dívidas - tanto públicas (o que levou à crise das dívidas governamentais da Europa) como privadas (o que facilitou a crise das hipotecas "subprime" dos Estados Unidos).
Isso teria sido impossível se os principais fornecedores de energia e bens industrializados dos países da OCDE não tivessem, ao longo do tempo, se tornado seus credores. Em uma extraordinária inversão da história, graças a grandes reservas internacionais, os pobres do mundo agora financiam os ricos. De fato, a hipertrofia do setor financeiro mundial de hoje em grande parte reflete os esforços para reciclar os crescentes superávits dos países emergentes para cobrir os déficits cada vez maiores dos países ricos.
Até recentemente, essa dinâmica era considerada transitória. O crescimento dos países emergentes necessariamente levaria a uma convergência mundial de salários e preços, portanto, interrompendo a erosão da indústria nos países da OCDE. A transição demográfica nos países emergentes encorajaria o desenvolvimento de seus mercados domésticos, a queda em seus índices de poupança e o reequilíbrio do comércio mundial.
Isso pode ser verdadeiro na teoria, mas a duração desse período de transição, que está no cerne da crise financeira mundial, foi terrivelmente subestimada. A "reversão das carências" - a nova abundância de homens e mulheres que participam ativamente da economia mundial, combinada com os limites cada vez mais visíveis para os recursos naturais outrora abundantes no mundo - ameaça prolongar a transição indefinidamente, por dois motivos.
Primeiro, a partir do ponto de vista macroeconômico, não podemos mais contar com a queda nos preços das matérias-primas, um dos estabilizadores econômicos em tempos de crise. Dada a crescente demanda nos países emergentes, o custo dos recursos naturais está destinado a ser um limitador cada vez maior.
Segundo, do ponto de vista social, depois de a força de trabalho no mercado laboral mundial ter dobrado no século XX, surgiu outro "exército industrial de reserva" na China e entre os três bilhões de habitantes dos países em desenvolvimento do mundo.
Um reequilíbrio do crescimento mundial demasiado rápido, por meio da redução dos desequilíbrios financeiros entre as economias da OCDE e seus mercados emergentes credores é arriscado, porque provocaria uma profunda recessão nos países da organização - e depois nas economias emergentes. Além disso, isso é improvável, porque presume que os países emergentes terão déficits comerciais com os países da OCDE e que os mercados domésticos dos emergentes se tornarão motores do crescimento mundial.
Se a análise for correta, uma nova estratégia de reequilíbrio mundial precisará começar em algum outro lugar que não nas economias ricas da OCDE. A adoção de novos modelos de crescimento no mundo em desenvolvimento - as partes do Sudeste Asiático, América Latina e África que não adotaram estratégias impulsionadas pelas exportações - pode proporcionar, pelo menos em parte, a demanda em falta que a economia mundial precisa tão urgentemente.
O sucesso desse cenário depende da combinação de três elementos. Primeiro, o comércio entre países em desenvolvimento e países emergentes precisa acelerar-se, desenvolvendo, portanto, o mesmo tipo de relação entre consumidor e fornecedor existente entre países avançados e emergentes. Segundo, os mercados internos dos países mais pobres do mundo precisam ser desenvolvidos de forma a alimentar mais crescimento doméstico. E, terceiro, os fluxos financeiros para os países em desenvolvimento - sejam investimentos externos diretos ou fundos assistenciais ao desenvolvimento - precisam aumentar e precisam vir não apenas das economias industrializadas, mas também dos países emergentes e dos exportadores de petróleo.
Reciclar os superávits mundiais por meio dos "bilhões na base da pirâmide" pressupõe uma completa reformulação dos modelos econômicos convencionais, o que essencialmente supõe que o milagre econômico asiático pode ser replicado. Afinal, mesmo se o mundo conseguir crescimento econômico significativo até 2050, dois bilhões dos nove bilhões de pessoas do mundo ainda estarão vivendo com menos de US$ 2 por dia e outro bilhão terá pouco mais do que isso.
Os pobres do mundo não deveriam ser vistos como um fardo, tanto pelas economias emergentes como pelos países ricos. Na atual crise econômica mundial, são a melhor estratégia de saída que temos.
Jean-Michel Severino é diretor de análises da Fondation pour les Études et Recherches sur le Développement International (FERDI) e gerente da Manager of Investisseur et Partenaire
Olivier Ray é economista do desenvolvimento do Ministério de Relações Exteriores da França. São coautores de "Africa's Moment" (A hora da África, em inglês).
Fonte: Valor Econômico

terça-feira, 13 de março de 2012

País árabe anuncia construção de ‘cidade sustentável’

País árabe anuncia construção de ‘cidade sustentável’

O governo de Abu Dhabi, um dos emirados que integram os Emirados Árabes Unidos, anunciou ter começado a construir o que diz que será a primeira cidade verdadeiramente “verde” do mundo, com emissão zero de carbono, sem carros e sem produção de dejetos.
A Cidade de Masdar deverá custar US$ 22 bilhões e está sendo erguida na periferia da cidade de Abu Dhabi, que é a capital do país no Golfo Pérsico. A energia usada em Masdar vai ser produzida por painéis solares, e os residentes vão usar como meio de transporte vagões sem condutores que vão circular em trilhos magnéticos. A previsão é de que a nova cidade fique pronta em oito anos e seja o lar de cerca de 50 mil pessoas.
A arquitetura das construções vai ser inspirada na arquitetura tradicional dos países do Golfo a fim de minimizar o gasto de energia. Assim, em vez de ar condicionado, as construções vão ter torres para coleta e resfriamento do vento. A água será produzida em uma usina de dessalinização a energia solar. Como a água será inteiramente reaproveitada, os engenheiros acreditam que o consumo de água na cidade vai ser 50% menor do que a média nacional nos Emirados Árabes.
Apesar das vantagens ao Meio Ambiente, o projeto da Cidade de Masdar, que tem o apoio da ONG WWF, já está sendo alvo de críticas. Abu Dhabi é uma das cidades líderes do mundo em termos de emissões de carbono per capita, e os céticos dizem que o novo empreendimento não irá mudar essa realidade. Outros temem que Masdar se transforme em apenas mais um grande empreendimento de luxo para os milionários do Emirado.
Fonte: O Globo Online

segunda-feira, 12 de março de 2012

DECRETO DE MINAS MANDA REFLORESTAR

Minas Gerais estabelece novos critérios para reposição florestal

Segunda-feira, 12 de Março de 2012, 13:25:17Meio Ambiente
O Decreto 45.919, publicado no dia 2 de fevereiro, regulamenta os mecanismos para reposição florestal no Estado de Minas. A norma reforça a proteção das matas nativas, ampliando o número de categorias que são obrigadas a prestar contas sobre seu consumo de matéria-prima florestal, além de estabelecer novos critérios para o cálculo da reposição.
As mudanças agora regulamentadas foram definidas pela Lei Estadual nº 18.365 que, em 2009, alterou a Lei Estadual nº 14.309, publicada em 2002. O decreto detalha os artigos 47 a 52 da Lei 14.309 e também os artigos 64 a 73 do decreto anterior, o 43.710, publicado em 2004. Todas dispõem sobre as Políticas Florestal e de Proteção à Biodiversidade no Estado de Minas Gerais.
A reposição florestal é o conjunto de ações desenvolvidas para estabelecer a continuidade do abastecimento de matéria-prima florestal dentro de um foco de gestão ambiental. Buscam a sustentabilidade, o equilíbrio dos interesses públicos, sociais, privados e econômicos de conservação da natureza e dos recursos naturais".
Os diversos segmentos consumidores são obrigados a recompor o volume explorado, realizando o plantio de espécies florestais adequadas ao consumo, o que deve ser feito nos limites do Estado, fortalecendo a sustentação das cadeias produtivas que podem inserir o pequeno, o médio e o grande produtor.
Redução - Com a publicação do Decreto 45.919, o Governo de Minas cria as ferramentas que permitirão o cumprimento do cronograma de redução do consumo de produtos da vegetação nativa. A diminuição progressiva do uso de produtos procedentes dessas florestas foi estabelecida pela Lei Estadual nº 18.365, de 1 de setembro de 2009.
Pela lei, as indústrias devem utilizar, no máximo, 15% de produtos procedentes dessas florestas. De 2014 a 2017, o máximo permitido será de 10%. As novas empresas que se instalarem no Estado serão obrigadas a comprovar que seu consumo é de 95% de matéria-prima proveniente de florestas plantadas. Até 2018, o consumo de produtos e subprodutos florestais de matas nativas não deverá ser maior do que 5% do total utilizado.
O secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Adriano Magalhães, observa que é o momento das empresas fazerem sua parte pela sustentabilidade.
-Aquelas que ainda não estavam se preparando para a reposição florestal e o cumprimento da redução de consumo estabelecido pela Lei 18.365 não podem mais alegar a falta de regulamentação, alerta.
Adriano Magalhães observa que a legislação federal e estadual em vigor autorizam a supressão de vegetação em matas nativas para uma série de empreendimentos.
-Ao regulamentar e otimizar o procedimento de cobrança da reposição florestal, Minas cria mais ferramentas que auxiliam na conservação da vegetação nativa e, ao mesmo tempo, ajudam a dinamizar a economia do Estado, além de recuperar áreas antropizadas que dão baixo rendimento para a agricultura, avalia.
Novidades - Dentre as outras mudanças implementadas, o diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Marcos Affonso Ortiz Gomes, destaca a eliminação de lacunas como a que permitia atividades que antes não necessitavam realizar a reposição florestal, além de restringir o consumo de origem nativa do Estado.
-Faixas que antes não tinham a obrigatoriedade, agora precisarão fazer a recomposição Uma alteração significativa é estabelecer que os plantios devem ser realizados em áreas já alteradas pelo homem. A medida reduzirá muito o percentual permitido de exploração de áreas nativas e, conseqüentemente, levará a redução do desmatamento no Estado, destaca Ortiz.
Fonte: O Norte de Minas

sexta-feira, 9 de março de 2012

AGRONEGÓCIO SUSTENTAVEL

Tecnologias inovadoras para o agronegócio sustentável em 2050

Quinta-feira, 08 de Março de 2012, 11:25:14Empresas, Eventos e Cursos
A população mundial está crescendo num ritmo acelerado, o que significa que as pessoas e indústrias devem explorar ideias inovadoras, para planejar o futuro. A agricultura terá um papel fundamental no futuro. Os produtores deverão gerenciar os desafios da alimentação da população em expansão global – até 2050. Seremos nove bilhões de pessoas – para gerir com recursos reduzidos e preocupações ambientais. Para alimentar essa população, a Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas informa que a produção global de alimentos deve dobrar até 2050 para evitar a fome em massa. Para a Alltech, esta meta apenas pode ser alcançada através de avanços tecnológicos significativos.
Durante o 28° Simpósio Internacional de Saúde e Nutrição Animal da Alltech, que acontecerá entre os dias 20 e 23 de maio de 2012, em Lexington, Kentucky, Estados Unidos, os palestrantes cobrirão muitos dos temas relacionados com a alimentação do mundo, no presente e futuro. O evento deve atrair mais de 2.000 participantes, que vão explorar soluções inovadoras para a indústria e seus desafios globais.
Dr. Pearse Lyons, presidente e fundador da Alltech, descreveu algumas das questões que devem ser abordadas pela indústria da agricultura."Quando olhamos para o futuro, temos algumas questões importantes  que precisamos responder com soluções inovadoras", diz Lyons. "Por exemplo, o que o futuro reserva para o mundo dos nossos filhos? Que papel ele terá? Que papel você terá? Ao olharmos para o futuro dos nossos filhos, temos de revolucionar a forma como pensamos sobre a indúsria de alimentos".
O Simposio proporcionará oportunidades para os profissionais participarem das sessões temáticas em áreas como aquicultura, leite, carne, equinos, aves, suínos, alimentos para animais de estimação, regulatório, juntamente com novas áreas de concentração oferecidas para este ano sobre a qualidade dos alimentos, rastreabilidade, fitotécnica, jurídico, marketing, tecnologia da informação e design de alimentos.
O Simpósio irá explorar possíveis respostas para questões enfrentadas pela indústria agrícola, hoje, tais como:
·         Por que a China tem sucesso enquanto as economias da Europa e América ainda não conseguem tê-lo?
·         Como a agricultura pode se beneficiar das redes sociais?
·         O futuro da aquicultura é a proteína?
·         Por que a Alltech deve considerar que a epigenética e nutrição programada são o futuro da produção de carne?
·         Por que uma rede de vendas é fundamental para a construção de um negócio?
·         O que a próxima geração de advogados, comerciantes e economistas precisam saber sobre uma economia em crescimento e uma nova exigência principal da vida, o alimento?
"Quando nos reunimos através da educação e discussão, nós criamos uma sinergia que nos permite desenvolver ideias revolucionárias para a sustentabilidade na produção de alimentos e compartilhar estratégias orientadas para o mercado de negócios, treinamento do agronegócio e investigação científica. Isso nos levará a encontrar soluções tecnológicas para as questões da nossa indústria", afirma o Dr. Lyons. "Como uma indústria e como bons cidadãos, devemos abordar essas questões agora para as gerações futuras que herdarão o nosso mundo”.
Para saber mais sobre o 28° Simpósio Internacional de Saúde e Nutrição Animal da Alltech, visite www.alltech.com/symposium ou solicite informações pelo email faleconosco@alltech.com .
Fonte:  Assessoria de Imprensa Alltech

EMBRAPA DESAFIA A ALTA PRODUÇÃO

Embrapa desafia a produzir mais

Sexta-feira, 09 de Março de 2012, 08:54:22Insumos
"O RS deve plantar mais trigo e chorar menos". O desafio foi feito pelo diretor-geral da Embrapa Trigo, Sérgio Roberto Dotto, em palestra no Fórum do Trigo na Expodireto. Segundo Dotto, o RS lançou na última safra apenas 830 mil hectares de trigo com um produtividade de 2,7 mil quilos/ha, mas pode chegar facilmente a 1,5 milhão de ha.
Sérgio Dotto instigou a plateia a pensar em produzir trigo para exportação principalmente para a África. Disse que a qualidade do trigo produzida no Brasil é superior ao da Europa e da Rússia. Uma nova estratégia de desenvolvimento do setor será colocada em prática hoje. O BRDE, a Câmara Setorial do Trigo e o Sinditrigo realizam a primeira rodada internacional de negócios na Expodireto.
O diretor do BRDE, José Hermeto Hoffmann, explica que esse envolvimento é uma inovação para um sistema financeiro, mas é uma estratégia de governo incentivar o setor. "Quando tem frustração no verão tem que investir no inverno, mas a preocupação é como escoar a produção. Precisamos encontrar esse caminho." Participam 11 cooperativas, quatro cerealistas, quatro moageiras e 11 países.
Fonte:  Correio do Povo

quinta-feira, 1 de março de 2012

APROVAÇÃO DO CÓDIGO FLORESTAL PRÓXIMA SEMANA.

Acordo deve aprovar Código Florestal com revisão futura na próxima semana

Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012, 08:52:50Meio Ambiente
Ambientalistas e ruralistas articulam um acordo que imponha uma revisão, em cinco anos, do Código Florestal que deve ser aprovado na próxima semana no Congresso Nacional. Trata-se da saída para corrigir o que consideram falhas no texto que já não podem mais ser sanadas. O texto que foi aprovado pelo Senado e que voltou à Câmara dos Deputados para apreciação final só pode ser modificado de forma limitada - trechos poderão ser suprimidos ou restabelecidos itens aprovados anteriormente pelos deputados, mas só isso.
"É importante a revisão dentro de alguns anos. Com dados concretos, poderemos verificar os efeitos do Código aprovado no meio ambiente", afirma o líder do PV, deputado Sarney Filho (MA). Ele diz que o texto aprovado pelo Senado, embora "menos ruim" que o da Câmara, ainda "não contempla nossas preocupações".
Sarney Filho reconhece que a minoria no plenário inevitavelmente os levará a uma nova derrota, razão pela qual avalia que, de imediato, o ideal é atuar no Palácio do Planalto para que sejam vetados artigos que ameacem a preservação da natureza. A médio prazo, avalia que o melhor caminho é a revisão. "Nosso campo de ação agora, na Câmara, é muito restrito, porque só pode rejeitar o que os senadores colocaram ou adicionar o que os deputados haviam aprovado".
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Moreira Mendes (PSD-RO), foi quem levantou, junto com outros deputados ligados ao setor, a ideia de rever o texto. Conversou com Sarney Filho, que se mostrou receptivo à ideia. "Para nós, como estamos sem saber as consequências e os impactos que o Código terá para a agricultura, a pecuária e a produtividade, a revisão é uma boa solução", disse Mendes
Ele defende que seja apresentado um projeto de lei com apoio de todos os líderes partidários, de modo que sua tramitação seja mais rápida. A ideia foi levantada durante uma reunião da frente parlamentar e já se fala em tê-la como "uma nova bandeira" da bancada.
A justificativa para essa ação são trechos que, em sua visão, são impossíveis de ser corrigidos, já que sequer são mencionados. "Como tratar de um Código que não fala de irrigação?", exemplifica Mendes. Outro motivo é a oposição do governo a alterações consideradas cruciais pelos ruralistas. A principal delas é a que se refere à recuperação das APPs. O texto aprovado pelos deputados, afirma Mendes, é ambíguo, pois ao mesmo tempo em que exigia a recuperação ambiental de pelo menos 15 metros em áreas com rios de até 10 metros de largura também previa que todas as áreas que estivessem em APPs estariam consolidadas. No Senado houve mudança - todos os rios ficaram com metragens mínimas a serem recuperadas. "O governo, provavelmente, não vai abrir mão e não há tecnicamente uma solução para corrigir isso na votação", explicou Mendes.
Fonte:  Valor Econômico

SEGURANÇA SAÚDE E MEIO AMBIENTE...

BASF apresenta novas metas ambiciosas para segurança, saúde e meio ambiente

Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012, 13:19:55Empresas
A BASF estabeleceu novas metas ambiciosas com foco em segurança, saúde e meio ambiente. A empresa deseja aumentar sua eficiência energética - definida como a quantidade de vendas de produtos em relação à demanda de energia primária - em todo o mundo para 35%, em 2020, em comparação com a meta anterior de 25%.
Além disso, a BASF tem por objetivo reduzir as emissões de gases de efeito estufa por tonelada de produto vendido em 40%, meta originalmente fixada em 25%. Na área de saúde ocupacional, a BASF irá medir o seu desempenho com um novo e mais amplo indicador, o "Índice de Desempenho de Saúde". Segurança continua sendo a principal prioridade para a BASF.
"Desde que a BASF atua de forma intensiva na indústria de energia, o nosso sucesso depende de assegurarmos um fornecimento competitivo em longo prazo de energia e matérias-primas. Portanto, estamos trabalhando constantemente no sentido de aumentar a nossa eficiência energética em todo o mundo", disse Margret Suckale, membro da Junta Diretiva da BASF.
Em 2011, a BASF aumentou a eficiência energética dos seus processos produtivos para 26%, em comparação com 2002. O uso de unidades com tecnologias de potência de calor e outros projetos individuais ajudou a empresa a ultrapassar a sua meta de melhorar a sua eficiência energética. "Nossa nova meta ambiciosa é melhorar a eficiência energética de nossos processos de produção em 35% até 2020", explicou o Dr. Ulrich von Deessen, presidente do Centro de Competência de Segurança, Saúde e Meio Ambiente da BASF. Por essa razão, a BASF continuará a otimizar os processos em suas instalações e investir em novas unidades.
"Pretendemos também reduzir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa em nossa produção e na cadeia de valor como um todo", disse von Deessen. Em 2011 - como em 2010 – a BASF já atingiu sua meta de reduzir as emissões de gases de efeito estufa por tonelada métrica de produto vendido para cerca de 35%, comparado ao ano de 2002. A nova meta é reduzir as emissões por tonelada de produto vendido em 40% até 2020 em comparação com 2002. Globalmente, a empresa reduziu suas emissões de gases de efeito estufa nos negócios de químicos em 42% desde 1990 devido a inúmeras melhorias na produção.
Emissões para o ar e para a água reduzidas 
A BASF também conseguiu reduzir ainda mais as emissões para o ar e para a água em comparação com 2002. Em 2011, cerca de 61%  a menos de poluentes foram emitidos para o ar (excluindo a produção de petróleo e gás). Emissões de substâncias orgânicas para a água diminuíram em cerca de 74%, de nitrogênio em 87% e metais pesados em cerca de 61%.
No negócio do petróleo e gás, a empresa do grupo BASF Wintershall tem como objetivo interromper a contínua queima do gás associado dentro de suas operações de rotina até o final de 2012 em todas suas instalações. A nova meta para Wintershall é melhorar a eficiência energética do transporte de gás natural: em 2020, objetiva reduzir as emissões de carbono relacionadas com a quantidade e a distância de transporte de gás natural em 10% em comparação com 2010. Isto será conseguido, por exemplo, por meio de um esquema de gasoduto mais eficiente em termos energéticos e a reutilização mais intensiva do calor residual na rede de transporte do Grupo WINGAS.
Outras novas metas ambientais foram definidas pela BASF para o uso responsável da água como um recurso. Em 2020, a empresa planeja reduzir pela metade a quantidade atual de água potável que utiliza para a produção em relação a 2010. A BASF também pretende estabelecer sistemas de gestão sustentável da água em todas as unidades produtivas em áreas de escassez hídrica. Nos últimos anos, a BASF teve um papel decisivo no desenvolvimento da European Water Stewardship Standard (Padrão Europeu para Segurança do Uso da Água), um padrão da indústria Europeu Voluntário para o uso responsável desse recurso.
Foco em saúde e segurança
A proteção de saúde será medida pela BASF em todo o mundo com a ajuda de um novo indicador, o "Índice de Desempenho de Saúde", composto por cinco critérios: relatório de doenças ocupacionais, planos de emergência médica, primeiros socorros, medicina preventiva e promoção da saúde. "Nós nunca comprometemos a segurança no trabalho diário, unidades produtivas, transporte e segurança do produto", enfatizou von Deessen. Para melhorar a segurança ocupacional e no transporte de produtos, a empresa quer reduzir o número de acidentes em 2020: os acidentes de trabalho em 80% (ano base: 2002) e acidentes de transporte em 70% (ano base: 2003).
Fonte:  Assessoria de Imprensa Basf