quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

BANCO MUNDIAL/ FINANCIANDO POVO DO RIO....

Banco Mundial financia agricultura familiar no Rio

Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012, 08:09:17Economia
O Estado do Rio de Janeiro ganhou um parceiro de peso para dar a sua atividade econômica rural uma dimensão digna da sua população de 16 milhões de habitantes e do seu Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 353,9 bilhões (2009), o segundo maior do país. O Banco Mundial (Bird), que já havia concedido em 2009 um empréstimo de US$ 39,5 milhões para a agricultura familiar, acaba de aprovar outra parcela de US$ 100 milhões com a mesma finalidade. É o maior financiamento individual já concedido pela instituição para uma área rural de um Estado brasileiro.
Segundo Mark Lundell, coordenador para o Brasil do Departamento de Desenvolvimento Sustentável do Bird, um dos objetivos da parceria do banco com o Estado é conseguir que a área rural fluminense também receba parte dos benefícios que a população urbana vai desfrutar com a sucessão de eventos programados para os próximos anos, começando com a conferência mundial Rio+20, neste ano, até os Jogos Olímpicos de 2016. Lundell disse que o Bird está convicto que se o campo produzir, haverá demanda por suas colheitas.
Desde que o ciclo do café entrou em decadência no final do século XIX, que a agropecuária tornou-se uma atividade pouco relevante, a exceção tem sido a cana-de-açúcar no norte do Estado e alguns momentos da pecuária leiteira. De acordo com as Contas Regionais do IBGE, de 2009 (as últimas disponíveis), as atividades de agricultura, silvicultura, exploração florestal, pecuária e pesca no Rio de Janeiro responderam por apenas R$ 1,49 bilhão, ou 0,42% do PIB total do Estado.
Conforme Lundell, os recursos do Bird somados às contrapartidas do Estado e dos próprios produtores, alcançam US$ 220 milhões que estão sendo investidos na produção, em obras de infraestrutura (pontes e estradas vicinais) e na redução de riscos na região Serrana que, em janeiro de 2011, foi devastada por uma grande enchente.
O secretário de Agricultura do Estado, Christino Áureo, disse que o programa chega a quase US$ 300 milhões (cerca de R$ 500 milhões) quando somados também os recursos do governo federal. Embora o programa Rio Rural tenha começado em 2007, foi somente a partir de 2009, com o primeiro empréstimo do Bird, que ele ganhou impulso e alcançou 59 municípios. Com a nova parcela, 72 dos 92 municípios serão beneficiados, englobando quase a totalidade daqueles que têm área rural relevante. Áureo discorda da forma como o IBGE mede a fatia do agronegócio na economia e afirma que, no Rio, a área é subavaliada.
O dinheiro do Bird para o Estado tem prazo de 28 anos para pagamento, mas para o agropecuarista familiar o recurso chega como subvenção. Segundo o secretário, o produtor paga com "serviços ambientais". Segundo ele, o pequeno pecuarista recebe até R$ 9 mil para implantar o sistema de pastejo rotacionado, com cerca elétrica e rodízio de pastagem na parte baixa da propriedade.
Em troca, de acordo como secretário, além de retirar o gado da parte alta, evitando erosão, ele se compromete a reflorestar essa área com mudas fornecidas pelo Estado. Somente na região Serrana, que na fase atual é o foco principal do programa por conta da recuperação das regiões danificadas pela enchente, cerca de 1,6 mil pecuaristas já foram beneficiados, de acordo com Áureo.
O secretário disse também que pela primeira vez, desde que existe a Secretaria de Agricultura do Rio, há à disposição uma frota de equipamentos para a manutenção de estradas vicinais, trabalho que antes era feito pelas prefeituras.
Áureo disse também que será feito 100% de saneamento básico das vilas existentes nas áreas rurais beneficiadas pelo programa, sendo que naquelas com entre mil e cinco mil habitantes será construída estação de tratamento de esgoto. Ainda de acordo com o secretário, o Estado tem o compromisso de restaurar duas mil nascentes até 2016, tendo restaurado até agora 400.
Embora o Rio de Janeiro venha sendo o maior beneficiado, o coordenador Lundell disse que o Bird está apoiando projetos semelhantes, sempre voltados para a agropecuária familiar em vários Estados do Sul e Sudeste do Brasil.
Atualmente estão também em desenvolvimento um programa em São Paulo, com empréstimo de US$ 78 milhões, e outro em Santa Catarina, cujo financiamento aprovado foi de US$ 90 milhões. Os desembolsos para São Paulo começaram em 2010 e para Santa Catarina, em 2011. Há ainda um programa em negociação com o Paraná.
Fonte:  Valor Econômico

CARBONO= CREDITO QUE SEJA BEM VINDO...

Propriedades suinícolas comercializam créditos de carbono

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012, 08:43:34Economia, Meio Ambiente
Representantes da empresa Sustainable Carbon estiveram em Concórdia nesta semana para dar os últimos encaminhamentos do projeto de geração de créditos de carbono através da Unidade Mecanizada e Automatizada de Compostagem de dejetos suínos. O coordenador técnico da empresa, Thiago Othero, realizou junto com a engenheira ambiental da LPC, Vânia Gasperini, as últimas vistorias nas 13 propriedades que participam do projeto. Othero informou que os créditos de carbono gerados nestas propriedades já estão sendo negociados com uma grande empresa brasileira.
O Instituto Nacional da Carne Suína e a LPC, que são coparceiras neste projeto, comemoram mais este passo, que além de representar um benefício ao meio ambiente, também é mais um passo efetivo na qualificação e valorização da carne suína. Para Wolmir de Souza, presidente do INCS, “é importante que as propriedades mantenham altos padrões de produção, pois posteriormente, isto vai refletir na qualidade do produto que chega ao consumidor final”.
O projeto, que iniciou há dois anos, tem o objetivo de beneficiar as pequenas comunidades através da prática da sustentabilidade ambiental e consequentemente, da comercialização de créditos de carbono. Para participar do projeto a LPC selecionou 13 propriedades de criação de suínos que utilizam a UMAC para o tratamento de dejetos. A geração de créditos de carbono nestas propriedades ocorre devido a não formação de gases nocivos ao meio ambiente, como o metano. Estes mesmos dejetos, se não tratados ou se tratados por biodigestor, por exemplo, poluem o meio ambiente e seus efluentes e liberam gases que ajudam a agravar o aquecimento global.
Airton Piovezan, um dos proprietários que aceitou participar do programa, enumera benefícios que conseguiu com a instalação da UMAC em sua propriedade. “A unidade de compostagem gera um composto sólido, facilitando o transporte e que também pode ser comercializado. O crédito de carbono é mais uma vantagem, com a renda extra proporcionada pela compostagem é possível ter o retorno do investimento e pagar pela manutenção da UMAC”, afirma.
Como funciona 
A geração de créditos de carbono é monitorada através da quantidade de dejeto que é tratado na unidade de compostagem. A partir desta quantidade é possível calcular a quantidade de metano que o tratamento por compostagem deixa de gerar. Segundo Thiago Othero, a estimativa é que as propriedades participantes gerem, ao todo, 15 mil toneladas por ano de dejetos, que convertidos, geram 15 mil créditos de carbono. “Estes créditos podem ser comercializados com um valor que varia de R$ 3,00 a R$ 12,00, o preço normalmente é determinado por quanto a empresa compradora está disposta a pagar. No caso deste projeto, estamos participando de um edital para vender os créditos d carbono a uma grande empresa brasileira, que está disposta a pagar até o dobro do valor normalmente comercializado, viabilizando todo o projeto”, conta Othero.
Fonte:  INCS

domingo, 19 de fevereiro de 2012

ENERGIA LIMPA SEM POLUIR E SEM PREJUDICAR A CAMADA DE OZONIO

Criadores usam dejetos de animais para produzir energia elétrica

Segunda-feira, 06 de Fevereiro de 2012, 07:57:41Bioenergia
Fonte:  Globo Rural
Criadores de suínos e de gado do Paraná conseguem renda tratando os dejetos dos animais criados em confinamento. Com o uso de biodigestores, eles conseguem reduzir a poluição e produzir ao mesmo tempo fertilizante e energia elétrica.
Quando o assunto é criação de animais, o Brasil está entre os líderes do mundo. De norte a sul do país, sítios e fazendas abrigam milhões de cabeças de gado de corte, vacas leiteiras, porcos, cabras, ovelhas e frangos.
O problema é que em certos lugares a concentração de animais é tão grande que traz riscos para a natureza. Afinal, onde tem muito bicho, tem muito estrume e muita urina. São dejetos que sem manejo adequado se transformam em fontes de poluição. Se considerar apenas os rebanhos confinados de bovinos, aves e porcos no Brasil, a produção de estrume e urina chega a 410 milhões de toneladas por ano, o equivalente a mais de um milhão de toneladas por dia.
A região oeste do Paraná é famosa pela beleza das Cataratas do Iguaçu, um espetáculo da natureza. É também a terra de um gigante da engenharia humana. Construída na fronteira com o Paraguai, a hidrelétrica de Itaipu é a maior geradora de eletricidade do mundo.
Além da beleza das cataratas e da grandiosidade de Itaipu, a região também se destaca pela força do agronegócio. O oeste do Paraná tem muita soja e milhares de fazendas de criadores de porcos, aves e gado de leite.
No lugar que tem muito rebanho, tem muito dejeto e muito combustível para geração de energia. Cícero Bley Júnior é um defensor da produção de eletricidade no campo. Agrônomo e engenheiro, ele é superintendente de Energias Renováveis de Itaipu.
Segundo Cícero, o biogás produzido nos biodigestores tem um potencial imenso no Brasil. "A grande energia renovável do Brasil é o biogás porque ela está difusa no espaço todo e é mais disponível em termos de custo-benefício. Tudo o que for orgânico contém o metano com potencial de conversão em energia elétrica, uma nova vocação para o campo".
Para transformar a vocação em energia de fato, a equipe de Itaipu organizou um projeto pioneiro. Tocado em parceria com a Copel, a Companhia Paranaense de Energia, o trabalho já funciona em 41 propriedades da região.
Na fase de lactação, as vacas de uma propriedade que se dedica à produção de leite ficam confinadas em galpões, onde recebem diariamente silagem e ração, comida balanceada, servida no cocho. Além de oferecer alimento farto e de qualidade, os donos também se preocupam com o bem-estar do rebanho. Um ambiente limpo e confortável é importante para a saúde e a produtividade. Por isso, as vacas são tratadas de maneira especial, com ventiladores, ar condicionado e até massagem.
Com tantos cuidados, as vacas produzem diariamente 20 mil litros de leite em três ordenhas. O problema desse tipo de manejo é o alto custo com energia elétrica e a grande quantidade de dejetos. "Quanto maior o volume de vacas em sistema de confinamento, fora do pasto, o grande desafio do produtor é dar destino aos dejetos", explica Sandro Viechnieski, pecuarista e veterinário.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

TÉCNICAS COM RECUPERAÇÃO DOS SOLOS C/ APLICAÇÃO DE ROCHAS EM DEBATES.

Técnica de recuperação dos solos com aplicação de rochas entra em debate na terça
Publicado Domingo, 5 de Fevereiro de 2012, às 12:20 | CenárioMT com Senado
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O uso de rochas como fontes de nutrientes para o solo, técnica conhecida como rochagem, será tema de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) na manhã desta terça-feira (7). A comissão vai discutir os benefícios da remineralização do solo por meio da aplicação de rochas, com o objetivo de recompor a riqueza mineral perdida por erosão, lixiviação e exportação de nutrientes pelas culturas.
Entre os debatedores estarão o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME), Cláudio Scliar; o coordenador do Projeto Xisto Agrícola da Embrapa Clima Temperado, Carlos Augusto Posser Silveira, acompanhado do pesquisador Éder Martins; os fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) Rubim Almeida Gonczarovska e Mariana Coelho de Sena; a pesquisadora do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UNB) Suzi Huff Theodoro, e o diretor de Desenvolvimento de Negócios do Grupo Curimbaba, Rafael Curimbaba Ferreira.
A audiência pública é iniciativa do presidente da CMA, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). 
Novos debates
Além do debate, a comissão também apreciará oito requerimentos com propostas de atividades para 2012. Sete deles são pedidos de audiências públicas. Na lista, estão discussões sobre o Fórum Mundial da Água a se realizar na França em março, o vazamento de petróleo na bacia de Santos e os preparativos para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorrerá em junho deste ano, no Rio de Janeiro. Para a Rio+20 há também a proposta de criação de uma comissão externa, com doze senadores, a fim de representar o Senado Federal na conferência.
Entre os requerimentos há um pedido de explicações do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) ao presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, sobre a denúncia de comercialização de papéis da dívida pública por preços acima do mercado no período entre setembro de 2008 e agosto de 2009, quando o sistema informatizado da CEF responsável por dados relativos aos papéis, esteve fora do ar.
Um requerimento do senador Ivo Cassol (PP-RO) também sugere uma audiência pública para que o cacique Almir Suruí, líder do povo Suruí, de Rondônia, conhecido militante na preservação do meio ambiente, exponha seu ponto de vista acerca da importância da convivência do homem com a natureza. O cacique foi incluído na lista das 100 pessoas mais criativas do mundo dos negócios do ano de 2010, promovida pela Revista Fast Company.
A reunião da CMA será no Plenário 02 da Ala Nilo Coelho, às 8h30.
 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

SÃO PAULO: MERCADO DE SACOLINHAS TERÃO DE FAZER ALTERNATIVAS

Mercados fazem acordo e terão de oferecer alternativas às sacolinhas

Termo foi firmado com o Ministério Público nesta sexta-feira (3) em SP.
Caixas de papelão e sacolas biodegradáveis são opções.

Do G1 SP
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Nove dias após o fim das sacolas descartáveis nos supermercados de São Paulo, os donos dos estabelecimentos firmaram um acordo com o Ministério Público nesta sexta-feira (3) no qual se comprometem a oferecer grauitamente alternativas para os consumidores transportarem suas compras por um período de dois meses. Isso poderá ocorrer de diferentes formas, como por meio de caixas de papelão, sacola de pano ou até sacolas biodegradáveis
De acordo com o Ministério Público, o Termo de Ajustamento de Conduta assinado com a Associação Paulista de Supermercados (Apas) tornou clara a posição já defendida pelo Procon, de que o consumidor deve ter alternativas à sacolinha descartável. O promotor do Meio Ambiente José Eduardo Ismael Lutti afirmou que a mudança na rotina do consumidor foi significativa, e que é necessário esse período de adaptação. A multa em caso de descumprimento é de R$ 25 mil por dia.
O acordo determinou ainda que, por seis meses, os mercados terão de oferecer uma opção de sacola biodegradável pelo preço de até R$ 0,59. "Pode haver opções coloridas, mais caras, mas deve oferecer também essa opção mais acessível ao consumidor", afirmou Lutti.
Outro item do acordo diz respeito ao Dia do Consumidor - 15 de março. Nesta data, os mercados terão de distribuir sacolas reutilizáveis para quem adquirir pelo menos cinco itens. E pelo prazo de seis meses a partir de 15 de março, terão de trocá-las caso apresente algum defeito.
CampanhaO projeto Vamos Tirar o Planeta do Sufoco, da Apas, acontece desde 25 de janeiro em todo o estado de São Paulo e visa substituir as sacolas descartáveis por outras reutilizáveis. Segundo a associação, 100% dos supermercados associados já aderiram à campanha.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

BIOGÁS/ UM DINHEIRO QUE PODE VIR DOS GRINGOS PARA O PROPRIETÁRIO RURAL.

Embrapa Suínos e Aves ajuda a formatar centro de referência em biogás

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012, 10:54:21Pesquisa e Desenvolvimento
A Embrapa, empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foi uma das dez instituições de pesquisa do Brasil e do exterior que se reuniram durante a semana passada no Parque Tecnológico de Itaipu (PTI) em Foz do Iguaçu/PR, para formatar o Centro Internacional de Energias Renováveis – com ênfase em Biogás (CIER-Biogás). O centro será lançado durante a cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontece em junho no Rio de Janeiro.
Durante os dois dias de atividades, a Embrapa esteve representada pelo diretor-executivo de Transferência de Tecnologia da empresa, Waldyr Stumpf Junior, pelo chefe geral substituto da Embrapa Suínos e Aves, Gerson Scheuermann, e pelo chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroenergia de Brasília, José Manuel Cabral. O encontro foi aberto pelo diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek.
Coordenado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi), o futuro centro será o primeiro nestes moldes na América Latina e o único do mundo com ênfase em biogás. A Onudi, representada na reunião pelo diretor técnico Dmitri Piskounov, já tem centros com ênfase em outras fontes de energia renováveis.
“A Embrapa tem interesse nesse projeto e em continuar participando dessas parcerias”, disse Gerson Scheuermann, lembrando que a Embrapa Suínos e Aves também participa dos trabalhos do Labiogás, Laboratório de Biogás do Centro de Estudos do Biogás do PTI.
Os participantes do encontro ainda conheceram o Condomínio Ajuricaba, onde 33 famílias do interior de Marechal Cândido Rondon/PR tem as propriedades ligadas por um gasoduto de 25,5 km de extensão até uma microcentral termelétrica onde o biogás gerado é transformado em energia elétrica e térmica, usada em um secador de grãos.
A assinatura da carta de intenções entre as instituições parceiras para a formação do CIER-Biogás está agendada para o dia 20 de fevereiro.
Fonte:  Embrapa Suínos e Aves

AGRICULTURA DE BAIXO CARBONO GERAR RENDA?


Mercado de carbono pode aumentar a renda do produtor, diz CNA

Quarta-feira, 01 de Fevereiro de 2012, 07:48:50EconomiaMeio Ambiente
O presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Assuero Doca Veronez, afirmou hoje, em Brasília, que o fortalecimento do mercado de carbono poderá aumentar a renda dos produtores rurais, condição fundamental para a manutenção da atividade agropecuária. Na abertura do seminário de Capacitação do Guia de Financiamento da Agricultura de Baixo Carbono, debate que é parte de um projeto desenvolvido pela CNA em parceria com a Embaixada Britânica, Veronez defendeu, ainda, o pagamento por serviços ambientais, assunto que, segundo ele, pouco avançou nas discussões do novo Código Florestal que será votado novamente na Câmara dos Deputados este ano.
   
O principal objetivo do seminário, que será realizado também em Minas Gerais , Bahia e no Rio Grande do Sul, é difundir as linhas oficiais do Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), do Governo federal. Pesquisas prévias realizadas conjuntamente pela CNA e pela Embaixada Britânica mostram que, apesar das condições diferenciadas do programa em termos de taxa de juros e de prazos de pagamento e carência, poucos produtores buscam as linhas de crédito devido à falta de informações sobre essas linhas. "A CNA quer preparar os produtores para que eles adotem práticas mais sustentáveis, com menos emissão de Gases de Efeito Estufa (GEEs), fazendo dessas práticas uma
oportunidade", afirmou.
   
Para o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, a adoção de práticas que permitam o aumento da produtividade com menor emissão de GEEs será possível com o novo Código Florestal, garantindo a regularização ambiental. Mesmo antes da votação final desse projeto, os produtores rurais têm contribuindo para a redução das emissões. Veronez lembrou que o desmatamento, apontado por especialistas como o grande responsável pela emissão de gases, atingiu a menor taxa anual em 23 anos, de acordo com dados do mInstituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Essa queda contribui para que a meta assumida pelo Brasil na Conferência das Partes (COP) 15, de Copenhagen, na Dinamarca, de redução do desmatamento em 80%, até 2020, seja cumprida muito antes do previsto. "Esse esforço não tem sido reconhecido, mas temos que caminhar para nos adaptarmos aos novos tempos", afirmou.
   
No seminário, o diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, Clenio Severio Teribele, destacou o envolvimento da instituição com ações de sustentabilidade, afirmando que o Programa ABC será uma oportunidade para que o setor agropecuário mostrar seu compromisso com a preservação ambiental. Segundo ele, o banco liberou até agora, para o Programa ABC, R$ 250 milhões para 880 projetos. O representante do Ministério do Meio Ambiente, Luiz Antônio de Carvalho , iniciativas como o Programa ABC podem fazer com que o produtor rural faça um planejamento da sua atividade para os próximos anos, além de ajudar o Brasil a ser um importante seqüestrador de carbono em nível mundial nos próximos anos.
  
Já a conselheira da Embaixada Britânica, Stephanie Al Qaq, enfatizou o papel do setor agropecuário brasileiro para superar o desafio da redução de emissão dos GEEs, não apenas para cumprir metas internacionais, mas também para garantir segurança alimentar. "O produtor rural brasileiro terá papel preponderante para assegurar o crescimento sustentável", frisou. Ela informou que hoje há um fundo internacional do clima para financiar ações que tenham por objetivo a sustentabilidade. Neste fundo, destacou, há disponíveis 2,9 bilhões de libras esterlinas. Ela disse também que, para o Brasil, já foram liberadas 10 milhões de libras para projetos que visam à redução de emissão de GEEs, entre outras finalidades. Falou, ainda, das metas de redução de emissão do Reino Unido, de 34% para 2020, e de 80% até 2050. 
Fonte:  CNA