quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

BIOCOMBUSTIVEL NÃO PODE GERAR IMPACTO NA PRODUÇÃO ALIMENTAR

Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2012, 09:27:57
O diretor da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva afirmou que a ONU ainda deve estudar a situação dos países interessados em produzir biocombustíveis. Segundo ele, a produção não pode afetar a segurança alimentar das nações.
O cultivo de biocombustíveis é um tema polêmico, pois a sua produção pode causar a perda de terras cultiváveis e diminuir a produção de alimentos.
Graziano citou, em entrevista à Rádio ONU, um estudo realizado pela Comissão Econômica para a região, Cepal, feito na América Latina, sobre o impacto da produção do etanol.
"Nós precisamos, caso a caso, ver que países podem ou não produzir biocombustível sem que isso afete a segurança alimentar, porque a segurança alimentar deve ter sempre prioridade. No caso da América Latina, nós fizemos um estudo detalhado e chegamos à conclusão que somente quatro países da região podem expandir a produção de biocombustível sem colocar em risco a segurança alimentar. São eles: a Argentina, o Brasil, a Colômbia e o Paraguai, que também é um grande produtor de grãos."
José Graziano explicou que nem todo biocombustível é prejudicial. O produzido pela cana-de-açucar, feito no Brasil, é sustentável. No entanto, o biocombustível baseado no milho, e produzido largamente nos EUA, é o que mais preocupa a FAO.
"Tem biocombustível que impacta na segurança alimentar e tem biocombustível, que além de não impactar na segurança alimentar, permite gerar novas fontes de renda para os agricultores nos países em desenvolvimento."
Com o fim do subsídio para os produtores nos EUA, o diretor espera que a produção de biocombustíveis prejudiciais ao meio-ambiente, diminuam nos próximos anos.
Fonte:  Jornal do Brasil

Biocombustíveis não podem prejudicar produção alimentar

EM JUNHO/2012 HAVERÁ RIO+20, VAMOS PARTICIPAR?

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012, 07:16:48Meio Ambiente
Saiu ontem o primeiro rascunho do documento que será o resultado principal da Rio+20, a conferência sobre desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, no Rio de Janeiro, em junho. Oceanos, segurança alimentar, agricultura, energia e cidades sustentáveis, acesso a água, empregos verdes, trabalho decente, inclusão social e redução de risco de desastres são as áreas sugeridas para que os países tenham metas a serem cumpridas a partir de 2015.
Batizado de "The Future We Want" ("O Futuro Que Queremos"), o documento de 19 páginas também dá a indicação financeira de como o mundo pode chegar ao cumprimento dessas metas: que sejam cumpridos os compromissos de países ricos de destinar 0,7% de seu Produto Interno Bruto (PIB) para a cooperação internacional às nações em desenvolvimento, assim como 0,15% a 0,20% do PIB para programas de assistência aos países mais pobres. Essa sugestão não é nova e resume decisões já tomadas em vários fóruns das Nações Unidas, mas que, nos últimos 20 anos, nem sempre decolaram.
Várias partes do texto estão entre colchetes, o que, no rito diplomático indica que são temas onde não há consenso. Tudo o que importa - finanças, energia, ciência e tecnologia, lixo, consumo e produção sustentável, educação, degradação da terra, mudança do clima, florestas e biodiversidade - aparecem entre colchetes. Na verdade, o processo de discussão do texto começa agora. Será a base da rodada informal de negociações em Nova York, no fim de janeiro. Acontecerão mais dois encontros nesse formato, onde representantes dos países discutem o documento, mas ainda não tomam decisões. No fim de março e em junho, pouco antes da cúpula da Rio+20, ocorrem duas reuniões preparatórias com poder de decisão.
O documento que saiu ontem, conhecido por "draft zero", pretende ser um grande resumo de todas as sugestões que a ONU recebeu nos últimos meses do que deveria ser a Rio+20. Foram 6.000 páginas de contribuições vindas de governos, de ONGs, de empresas. "O documento final da Rio+20 deverá trazer aquele monte de tópicos sobre desenvolvimento sustentável, que já foram discutidos e decididos em um monte de fóruns diferentes, a um lugar único" opina Aron Belinky, coordenador de processos internacionais do Instituto Vitae Civilis e participante do comitê facilitador da sociedade civil na conferência. "Eles devem ser traduzidos em uma declaração política", prossegue, referindo-se ao documento final da cúpula.
O primeiro rascunho do texto da Rio+20 traz pontos interessantes, como o que sugere que as grandes empresas tenham relatórios de sustentabilidade. Mas não há metas no texto, em nenhuma área. O prazo também é genérico e apenas menciona o "pós-2015".
Fonte:  Valor Econômico

Rio+20 deve insistir em taxa para países ricos

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

ITAPERUNA E OUTRAS CIDADES GANHARAM BARRAGENS

10/01/2012 17h59 - Atualizado em 10/01/2012 17h59

Governo decreta situação de emergência em sete cidades do RJ

Cidades atingidas pela cheia do Rio Muriaé serão beneficiadas.
Decreto dispõe sobre transferência de recursos para os municípios.

Do G1 RJ
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Jamapará (Foto: Carolina Lauriano/G1)Equipes fazem buscas por mais vítimas em Jamapará (Foto: Carolina Lauriano/G1)











Devido aos transtornos causados pela chuvas e pela cheia do Rio Muriaé, o governo do estado homologou nesta terça-feira (10) o decreto de situação de emergência em sete cidades do Norte e do Noroeste Fluminense. São elas: Cardoso Moreira, Laje do Muriaé, Santo Antônio de Pádua, Aperibé, Itaperuna, Italva e Miracema. O decreto assinado pelo governador Sérgio Cabral foi publicado no Diário Oficial.
As cidades situadas nas margens do Rio Muriaé vêm sofrendo com  enchentes e deslizamentos em vários. A situação de emergência, de acordo com a lei, permite a transferência de recursos para ações de socorro, assistência às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução nas áreas atingidas por desastre. O decreto dispões sobre o uso do Fundo Especial para Calamidades Públicas.
Treze mortos em SapucaiaA prefeitura de Sapucaia confirmou que já chega a 13 o número de vítimas do deslizamento ocorrido na madrugada de segunda-feira (9) em Sapucaia, no Centro Sul Fluminense - 12 em decorrência do deslizamento de terra que atingiu oito casas no distrito de Jamapará e uma decorrente de uma casa que desabou no município. Por volta das 10h45, voltou a chover na região.

Segundo a prefeitura, cinco corpos foram encontrados na  manhã desta terça-feira (10). As vítimas são a jovem Livia Gomes, de 22 anos, achada por volta das 8h15; uma mulher de cerca de 42 anos, encontrada às 9h; Glória Nascimento, de 72 anos, localizada às 9h10; dois homens ainda não identificados, sendo que um deles tem uma perna amputada.
Ainda segundo a prefeitura, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil trabalharam até a 1h30 nas buscas. Os trabalhos das equipes recomeçaram por volta das 7h30 desta terça e têm o apoio de cães farejadores. Homens do Exército também estão no local para ajudar as equipes.
Sobrevoo a pedido de Dilma
O ministro-interino da Defesa, comandante do Exército Enzo Martins Peri, e o secretário Nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, sobrevoaram Sapucaia a pedido da presidente Dilma Rousseff. De acordo com Peri, ainda não foi definido o valor da indenização que será enviada ao município.

“Ontem tive uma conversa com a presidente, com todos os ministros e ela desenhou para gente verificar o trabalho que está sendo feito. Aqui (em Sapucaia) está sendo muito bem executado. Conversamos com o prefeito de Sapucaia para ver o que precisa de imediato. Viemos mostrar a presença do governo federal e mostrar solidariedade”, disse.
De acordo com Humberto Viana, mil cestas básicas serão disponibilizadas ao município.
Arte Sapucaia Grande (Foto: Arte G1)
IML de Três Rios
Os corpos - 11 adultos e 2 crianças - serão reconhecidos no Instituto Médico Legal de Três Rios.
Ainda segundo a Defesa Civil, um novo deslizamento de terra ocorreu no meio da tarde de segunda-feira a cerca de 200 metros de onde ocorreu a primeira queda de barreiras. Mas não houve vítimas e nenhuma casa foi atingida.Na segunda-feira, a Defesa Civil estadual estimou em 20 o número de pessoas que ainda permaneciam desaparecidas após o deslizamento.
Posto médico montado em igreja
A Secretaria estadual de Saúde montou um miniposto de atendimento médico na igreja de Jamapará, perto do local onde ocorreu o mais grave deslizamento de Sapucaia. Além do posto, um Ciep da localidade também está dando suporte aos moradores da região, recebendo os desabrigados.
A lista de cadastrados no Programa Saúde da Família vai complementar as informações de moradores para que seja criada uma lista unificada de desaparecidos.
Deslizamento em SumidouroNa segunda, um deslizamento  atingiu duas casas em Sumidouro, na Região Serrana, e segundo o coronel Aluísio Alves Silva, da Defesa Civil do município, 15 pessoas estavam no local, mas ninguém ficou ferido.
No Rio de Janeiro, as chuvas deste começo de ano levaram sete municípios das regiões Norte e Noroeste a decretar situação de emergência após as enchentes. Balanço divulgado no domingo (8) pela Secretaria de Estado da Defesa Civil incluía as cidades de Laje do Muriaé, Santo Antônio de Pádua, Itaperuna, Italva, Cardoso Moreira, Miracema e Aperibé.
Na segunda, o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, disse que cidades do Noroeste Fluminense cortadas pelo Rio Muriaé receberão três desvios de excesso de água e uma barragem. Na quinta (5), um trecho da BR-356, que servia como dique para as águas do Rio Muriaé, desmoronou, provocando a inundação da localidade de Três Vendas, em Campos.
No fim da tarde de domingo (8), um dique se rompeu na localidade de Outeiro, no município de Cardoso Moreira, no Norte Fluminense. Cerca de 900 pessoas que vivem lá deverão ficar desalojadas pela invasão das águas do Córrego da Onça.

domingo, 8 de janeiro de 2012

ENCHENTE FOI E VOLTOU COM CORDA TODA

  
                                                                               
                                                      
                                              
                                                                                                   

 

RECICLAGEM DE PLASTICO TRANSFORMADA EM MADEIRA

08/01/2012 08h02 - Atualizado em 08/01/2012 08h02

Madeira sintética, com plástico 100% reciclado, gera bons negócios

Há 3 anos, empresário começou a trabalhar com o mercado sustentável.
Ele investiu R$ 2 milhões para estruturar a fábrica e comprar equipamentos.

Do PEGN TV
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Tendência de bons negócios para 2012, empresas desenvolvem, cada vez mais, soluções para preservar o meio ambiente e gerar bons lucros. É o caso do piso de madeira sintética, feito com plástico 100% reciclado.

Uma madeira que não solta farpas, não absorve umidade, nem retém fungos ou cupim. Além disso, é prática e fácil de limpar. A madeira sintética é bem parecida com a natural. Seja na cor, no peso e na beleza.
A empresa de Carlos Ristum, em Guarulhos, na Grande São Paulo fabrica a madeira feita com plástico 100% reciclado. Há 3 anos, o empresário começou a trabalhar com o mercado sustentável. Ele investiu R$ 2 milhões para estruturar a fábrica e comprar equipamentos.

De 2009 para cá foi um trabalho árduo, um trabalho de investimentos constantes, mas sobretudo de acreditar num negócio que deveria prosperar, como tem se mostrado até o presente momento.
A madeira sintética é feita em dois padrões: placas com 10 ou 15 centímetros de espessura. A produção é feita em um galpão, onde trabalham 12 funcionários. O material que vai ser reciclado chega de ONGs e de empresas que fazem a coleta e a separação do plástico. Por mês, são 40 toneladas, a maior parte é de embalagens de doces, salgadinhos, e até sacos de lixo.
Todo o plástico usado reciclado vai para máquinas gigantes. Primeiro o material segue na esteira. Depois, é processado a uma temperatura de 120 graus. Aí, o plástico derretido recebe pigmentos. “Tem um tratamento de superfície que se chama metalização, vai a pintura e depois tem um colter, que é um verniz. Tudo isso somado forma como se fosse uma pele humana. Mas ele dá uma resistência, porque são vários componentes. Ele forma como se fosse fibras depois, é o caso de um bambu, uma taquara”, diz Roberto Caleffi, gerente industrial.
Para ganhar forma, o plástico líquido vai para as injetoras. Por fim, o material é resfriado e ganha acabamento. Na fábrica, as peças passam por um rigoroso controle de qualidade. “Ela é quatro vezes superior a resistência da madeira. (...) Ela aceita todas as ferramentas que são utilizadas na madeira, como serra, pregos, parafusos, tintas, qualquer outro material que é aplicado na madeira, também é aplicado no nosso produto”, diz o empresário Carlos Ristum.
Reciclar significa menos lixo no meio ambiente e economia de energia. Uma solução inteligente para baratear o processo de produção nas empresas. Mas, no Brasil poucas indústrias já aderiram à reciclagem. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química, só 15% de todo plástico produzido no país são reaproveitados.
A empresa de Ristum vende o produto para todo país e fatura R$ 600 mil por ano.
O metro da madeira sintética custa, em média, R$ 120. O preço ainda é salgado se comparado ao da madeira natural. Cerca de 50% mais caro. Mas quem opta pelo produto ganha na durabilidade. O material é bem mais resistente à ação do tempo. “Nós percebemos que realmente o cliente usa e volta a usar, pela facilidade da manutenção do produto, e pela economia que vai demonstrar ter ao longo do tempo”, diz o empresário.
a madeira plástica substitui a utilização da madeira natural na fabricação de portões, móveis, pisos e revestimentos.
A aposentada Hilda Lima Mesquita usou a madeira sintética para fazer o piso do quintal. Num espaço de quase 35 metros quadrados, gastou R$ 11,5 mil entre material e instalação do produto. “Eu tinha uma região que alagava, que não crescia grama, e tinha muito cupim. Então eu achei que a madeira plástica era melhor para essa situação.”
Com a boa aceitação do produto no mercado, para 2012 o empresário já traçou uma meta, aumentar, e muito, a produção. “Nós já temos uma amostra dos últimos dois meses que a gente vem em uma crescente, então nós acreditamos muito que 2012 vai nos proporcionar o dobro, do que nós conseguimos fazer esse ano”, diz.

sábado, 7 de janeiro de 2012

SAÚDE SUA, DEPENDE DE VOCÊ MESMO: MEXA-SE

07/01/2012 09h00 - Atualizado em 07/01/2012 09h00

Colesterol alto e glicose no limite fazem goiana de 22 anos mudar de vida

Cecilia Silvestre, de 22 anos, mudou alimentação e entrou na academia.
Para perder 6 kg, funcionária pública cortou massas e controla chocolate.

Luna D'Alama Do G1, em São Paulo
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O sedentarismo, o casamento e o hábito de cozinhar para toda a família fizeram a funcionária pública goiana Cecilia Silvestre, de 22 anos, ganhar peso e, consequentemente, prejudicar sua saúde.

No dia 12 de julho, quando viu uma edição do Bem Estar sobre síndrome metabólica e ovários policísticos, a moradora de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital, identificou-se com alguns sintomas.
Ela, então, procurou um ginecologista, ao qual não ia há dois anos, fez vários exames e descobriu que estava com colesterol alto (230 mg/dl, quando o normal é até 200 mg/dl), glicose próxima do limite (que vai até 99 mg/dl), hormônio estimulante da tireoide (TSH) alterado e outras taxas fora do patamar saudável.
Cecilia (Foto: Arquivo pessoal)Cecilia em foto de julho de 2011 (à esq.) e em imagem recente, no Natal (Foto: Arquivo pessoal)
"Fiquei com medo porque tenho histórico familiar. Minha mãe tinha ovários policísticos e meu pai é hipertenso. Quero ter filho daqui a três anos, mas para isso preciso estar bem", diz Cecilia.
Nas próximas semanas, ela vai refazer os testes, e acha que o resultado já será melhor. Isso porque, nesse período, a funcionária pública eliminou 6 kg – passou para 70 kg, em 1,62 m – ao mudar a alimentação e iniciar uma atividade física. Começou com caminhadas ao ar livre e, em outubro, matriculou-se na academia. O objetivo final é perder mais 7 kg.

"O programa me ajudou a entender que o sedentarismo está associado a várias doenças", destaca a goiana. Com isso, a ansiedade dela diminuiu e também o tamanho das roupas. Calças, blusas e sutiãs estão um número menor, e os cintos ficaram duas casas mais apertados.
"Minhas calças estavam largas, tive que comprar novas. Estou usando 42, e algumas 40 já me servem", comemora Cecilia. As camisetas, que antes eram GG, agora são G.

Sem massas e (quase) sem chocolate
Com as dicas dos especialistas,ela cortou da dieta as massas – sua paixão – e incluiu frutas, verduras, sucos naturais, iogurte desnatado, feijão, carnes, linhaça, castanhas e produtos integrais. “Sempre me alimentei bem, com folhas, couve, brócolis, ameixa e outras frutinhas, mas comia muito. E o que eu consumia acumulava, pois não queimava nada”, lembra.

Do chocolate, ela não consegue abrir mão, mas tem tentado se privar, embora às vezes seja difícil. "Nas festas de fim de ano, cozinhei e acabei beliscando mais comida, inclusive doces", admite.
Caminhadas e academia
O emagrecimento rápido decorrente da reeducação alimentar, porém, deixou Cecilia mais flácida nos braços e pernas, razão pela qual tem feito caminhadas de 1h30 três ou quatro dias por semana, em que anda cerca de 5 km com o marido – que já perdeu 3 kg.
Há três meses, também vai três ou quatro vezes por semana à academia, onde fica por 30 minutos na esteira e 1h30 na musculação – o marido, mais uma vez, a acompanha. "Estou adquirindo condicionamento físico porque minha grande meta é andar de bicicleta, até 70 km (ou 3h) por dia, que é a média de quem pedala. Preciso de mais força e resistência", diz.
Cecilia quer acompanhar a família, que é atleta por hobby: o pai é ciclista, a mãe corre e o irmão mais novo faz natação, ciclismo, atletismo e caratê. "Minha mãe compete e já ganhou medalhas de algumas provas. Também já participou da São Silvestre", conta a funcionária pública.
 

FORNO ECOLOGICO/ SEM EMISSÃO DE GAS CARBONICO

07/01/2012 07h27 - Atualizado em 07/01/2012 07h27

Forno de papel custa R$ 15 e prepara alimentos com ajuda do sol no CE

Forno cozinha qualquer alimento com a luz do Sol, diz professor.
Divulgador do forno cita as vantagens de usar o forno solar.

André Teixeira Do G1 CE
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O professor de química e educador ambiental Lúcio Galvão percorre zonas rurais do sertão do Ceará ensinando a contruir um forno solar, capaz de cozinhar sem uso de lenha ou gás. O forno é feito de plástico, madeira, papelão e papel alumínio. De acordo com o professor, o custo para montar o equipamento fica em torno de R$ 15, mas o invento pode ser feito também com material encontrado em casa.
O fogão caseiro funciona usando o princípio do efeito estufa. A luz entra no forno por meio do plástico e fica retida interior na forma de calor, explica Galvão, professsor da Universidade Estadual do Ceará. “Ele faz todos os tipos de cozido, só não torra nem frita”, diz.
O tempo para cozinhar no forno solar é mais longo que no forno a gás ou a lenha. “Mas a pessoa vai ficar livre de ficar mexendo a panela. Enquanto a comida está cozinhando, dá para ler, fazer outra coisa e ter certeza de que a comida não vai queimar”, diz. O feijão, por exemplo, leva meia hora para ficar pronto usando uma panela de pressão, enquanto, que, no forno solar, são cerca de duas horas.
Morador da cidade de Tauá, interior do Ceará, José Glidenor diz que aprendeu a fazer o forno em um curso do professor Galvão e fez uma réplica em casa. “Como curioso, decidi fazer um. No começo duvidei de que funcionava, mas hoje faço bolo, arroz, batata e qualquer outra coisa”,diz.
Galvão sugere também cozinhar grãos – arroz, ervilha, feijão etc. – após deixar de molho na água ainda no dia anterior. “O grão vai ficar bem inchadinho e vai ficar um sabor melhor”, recomenda.
O professor que divulga o forno diz que é comum que as pessoas duvidem do funcionamento do equipamento, mas depois as pessoas ficam “admiradas” com o resultado. “Ele chega a uma temperatura de mais de 100º C”, afirma.
Vantagens do forno solar
Lúcio Galvão diz que o forno a lenha, comum na região dos Inhamuns, no Ceará, gera muito dióxido de carbono, apontado pelos cientistas como o principal causador do aquecimento em escala global. Ainda conforme o professor de química, o ambiente das cozinhas com fumaça exalada pelos fogões tradicionais causa irritação aos olhos e coriza.
Régis Noronha, aluno de química inorgânica de Lúcio Galvão na UECE, já desenvolveu experimentos com o forno. Noronha diz também que o forno solar pode desidratar tomate e banana e esterilizar água. “Em nove horas obtivemos tomate seco quando colocamos o tomate com a casca virada para baixo”, diz o aluno.
Morador de Tauá cozinha batata doce no forno solar. (Foto: UECE/Divulgação)Morador de Tauá cozinha batata doce no forno
solar. (Foto: UECE/Divulgação)
Divulgação do forno
O professor viaja por várias cidades do Ceará divulgando o uso do forno solar. Segundo Galvão, a maior dificuldade para que as pessoas desenvolvam o próprio fogão é por uma questão cultural. “As pessoas acham que comida exposta ao sol faz mal. Mas o que faz mal é o alimento exposto à temperatura ambiente. No forno solar, a temperatura passa dos 100º C, e não há micro-organismo patogênico que resista a essa temperatura.”
Ele também realiza oficinas em cidades do interior do Ceará e ensina a fazer o próprio forno. As oficinas duram dois dias. No primeiro, Galvão explica o funcionamento do equipamento; no segundo dia, as pessoas aprendem a fazer o próprio forno.
Ainda conforme o professor de química, o forno é capaz de cozinhar não apenas no Sertão cearense, onde a incidência solar é muito forte, mas em qualquer região, durante o dia. "O forno não precisa de calor, mas da luz. Ele pode ser usado em qualquer local, mas em algumas cidades o tempo para cozinhar pode ser um pouco mais longo."